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História

 

A Escola Comunitária nasceu com uma proposta diferente de ser escola, fazendo frente a uma realidade de mudança desafiadora para a época (1977). O objetivo comum dessa ousadia era a manutenção da proposta pedagógica inovadora e consistente, exercida por vários anos, num espaço escolar conhecido na cidade de Campinas, e que foi interrompida por decisão da entidade mantenedora da Escola. Para que este projeto permanecesse vivo, foi necessário criar um novo espaço, uma nova instituição, uma nova sociedade, pautada em relações mais democráticas e participativas. A opção foi criar uma escola mantida por uma sociedade onde pais, professores e funcionários seriam sócios.

Essa experiência foi singular.

Os eixos principais de uma escola já existiam, construídos ao longo dos anos:

1. UMA PROPOSTA POLITÍCO-PEDAGÓGICA bem definida e traduzida em práticas significativas de ensino e de aprendizagem e de uma educação pautada em princípios e valores;

2. UMA DIRETORA PEDAGÓGICA com um olhar à frente de seu tempo, Amélia Pires Palermo, com pensamento amplo e arejado, corajosa em suas ações, que tinha sido demitida e poderia continuar orientando o projeto em um outro lugar;

3. UMA EQUIPE DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO capacitada, trabalhando em equipe e com crença neste projeto, que se demitira (por não concordar com a demissão de sua diretora), disposto a exercer o seu trabalho de educadores;

- PAIS IDENTIFICADOS COM A PROPOSTA DA ESCOLA, vendo nos seus filhos os frutos daquela educação, que ficaram inseguros, porém não se acomodaram, mobilizaram-se para formar algo novo que acolhesse aquele projeto e toda a equipe, em benefício da educação de seus filhos;

- ALUNOS que corriam o risco de ter o seu processo educativo truncado e mudado, que tiveram nos seus pais um grande exemplo do que é possível ser feito quando se dá grande valor a algo que não se quer perder.

Para acolher o que era essencial: as pessoas e seus ideais de educação, foi necessário criar uma estrutura física, administrativa e financeira. Essa estrutura deveria manter uma coerência com todo o projeto de escola.

Uma estrutura convencional é centralizadora, as decisões são individuais e não se valoriza o trabalho em grupo. A competência é vista de maneira mais individual, especializada, na busca de pessoas “prontas”. Investe-se mais no aspecto material e no patrimônio físico. Este não seria o caminho mais adequado.

A estrutura ideal para essa nova escola exigia uma outra visão. A estrutura deveria ser mais compartilhada, levando em conta as habilidades individuais na formação do coletivo; o trabalho de grupo seria o elemento de coesão, fortalecendo o conjunto, numa relação dinâmica, numa hierarquia legitimada. Nessa estrutura, o investimento principal seria no elemento humano, na capacitação dos profissionais, em equilíbrio com o investimento nas necessidades físicas e tecnológicas.

Foi entendendo e acreditando nessas ideias que uma ESCOLA diferente surgiu, A ESCOLA COMUNITÁRIA DE CAMPINAS.

A escolha do nome

Diversas sugestões foram encaminhadas. A ideia, naquele momento, era tentar encontrar um nome que sugerisse o espírito de mobilização e de empenho que envolvia a todos.

Chegou-se então ao nome “Escola Comunitária” para que traduzisse a intenção de pais, professores, funcionários e alunos abraçarem um ideal comum de construção e de educação.

Essa construção exigiu boa vontade, disponibilidade e trabalho de muita gente: muito tempo de reunião para trocar e organizar as ideias, muito tempo para executar tarefas práticas e funcionais. Houve uma divisão de trabalho para que essa ideia se transformasse em realidade, para que a escola pudesse funcionar num tempo recorde (1978). Alguns pais ficaram encarregados de redigir o estatuto da Sociedade a ser encaminhado para autorização do funcionamento da Escola; outros ficaram responsáveis pela lista de adesão das famílias que queriam integrar a Escola; outros discutiram e chegaram, num consenso, sobre as cores do uniforme e seu formato e sobre o logotipo da ECC; ...

Embora alguns tenham se destacado mais, por exercerem uma liderança natural, todos tiveram papel importante nesse momento histórico.

Apesar de toda a insegurança e incerteza inicial havia um clima de euforia, um sabor de novidade e um comprometimento sério com a formação da Escola, confiantes na equipe de educadores, liderada por D. Amélia. Era a escola sonhada por todos!

Alugar um prédio era preciso. Depois de muita procura, foi encontrada uma escola que estava sem uso, em condições precárias, na Avenida Guarani, 405, atrás da Igreja Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Proença. Foram feitas reformas e depois algumas construções.

Fundação da Escola

Assim, a 7 de novembro de 1977 foi fundada a Escola Comunitária de Campinas mantida pela Sociedade Comunitária de Educação e Cultura. Muita garra e muito esforço foram mobilizados para que em fevereiro de 1978 ela já estivesse funcionando.

Alguns registros são marcantes:

- pais, alunos, professores e funcionários trouxeram vasos de planta para “enfeitar” a nova escola. Quando um ambiente não é tão bonito e não se tem muito recurso para melhorá-lo, plantas são elementos embelezadores; a natureza dá a sua contribuição.

- os mutirões para a limpeza do prédio, aconteciam aos sábados de manhã, e terminavam com um almoço coletivo. Participavam alunos, pais, professores e funcionários num trabalho de faxina, em revezamento por séries. Isto teve continuidade por um bom tempo. (fotos)

- a campanha de livros para a formação da Biblioteca, que resultou num grande número de doações. A Biblioteca começou a funcionar no primeiro ano da Escola.

- a compra do terreno próprio onde a Escola Comunitária está instalada atualmente.

Vamos acompanhar o crescimento da Escola.


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