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Homenagem
à D. Amélia Homenagem
dos professores, proferida por Sandra Maria Salgado Galli D.
Amélia, Vou
falar com a senhora, em nome dos professores, mas como se fosse uma filha
falando à sua mãe, no sentido da amorosidade, da cumplicidade e da
gratidão; uma filha ora rebelde, ora cordata, muitas vezes falante
demais, aprendendo a ouvir, ora teimosa, indagante, ora reflexiva, ora
imediatista, ora paciente... enfim, a humanidade que todos nós trazemos
cada qual dentro de si. Quero
dizer que sua vida tem nos ensinado muito, o tempo todo, e que a senhora
é e sempre será, pessoalmente e para a Escola Comunitária, a grande
referência. Não
irei enumerar tudo o que foi parte de nossa convivência, fique tranquila,
pois ficaria aqui a perder de vista. Uma das coisas que aprendemos foi a
priorizar, coisa que a senhora sempre nos alertou – não escolha muito
– um ou dois pontos, para conseguir realizá-los. -
Quero começar, pela sua visão à frente– alguém que vê mais longe no
horizonte- “quando aponta o céu, não olha o dedo, busca decifrar o céu”
e assim sempre significou uma estrela-guia;
-
e quando a pessoa vê mais longe, ela realiza tudo o que é possível
hoje, mas não se contenta com o agora, quer transformar, tentar novas
possibilidades, fazer diferente, corrigir distorções e desigualdades,
vencer desafios... -
e quando assim o faz, não quer ir sozinha, quer levar todos consigo,
respeitando cada qual no seu estágio, e com isso a senhora sempre
movimenta a todos, mas sente incômodo com aqueles que se contentam em
ficar aonde estão, que dizem não poder fazer mais nada, ou colocam as
justificativas das impossibilidades sempre fora de si, sem se rever ; -
quando falo de todos, são todos mesmo: alunos, pais, professores, funcionários;
brancos, negros, de toda raça, religião, classe
social. A senhora mostra o mesmo carinho e respeito por todas as
pessoas, quer uma sociedade onde todos tenham oportunidades; -
e a sala de aula, então? Para a senhora, um local sagrado, lugar onde
vivemos toda a nossa crença: em cada gesto, na relação com o
conhecimento, com os alunos; investigando e interferindo no contexto ou
nas pessoas, conforme a visão de mundo e de homem que se tem; expondo, não
só com palavras, todos os nossos reais valores, o que de fato nós somos. A
senhora disse uma certa vez assim: “No
começo de meu magistério tinha uma grande ilusão – quando tiver
experiência tudo irá se resolver de uma maneira mais fácil e menos
sujeita a erros, falhas e dúvidas. Hoje penso de modo diferente – cada
dia é um dia. Cada dia me defronto com novas situações onde tenho que
reaprender tudo. É verdade que a experiência ajuda, principalmente a
entender que lidar com gente é diferente” A
senhora é muito querida. (Agora,
peço a todos: alunos, pais, professores e funcionários que repitam
algumas palavras de compromisso com D. Amélia, assim como um juramento.) Todos
nós reafirmamos, através do nosso esforço num trabalho em equipe, o
compromisso de cuidar desta SUA Escola, que também é nossa, de coração. Homenagem
dos pais, proferida pelo Diretor Geral do Conselho Administrativo, Marcos
Mangabeira Albernaz Estou
aqui como representante dos pais da Escola Comunitária.
Um
trabalho que não acontece do dia para a noite, que
leva tempo para ser construído. Fio a fio, ponto a ponto, pede
paciência, sensibilidade, perseverança. Assim é sua vida, querida D. Amélia!
Vida
de construção, de realização, de beleza.
Vida e arte. Nossas
crianças precisam do nosso exemplo como educadores; nós, educadores,
precisamos de exemplos como o seu, que nos guiem no caminho
tão misterioso e repleto de descobertas que é a educação. Lembrando
suas inúmeras mensagens de “Esperança” e “Confiança” no ser
humano, queremos que a senhora tenha hoje a certeza de que seu exemplo e
suas mensagens nos transformaram em pessoas melhores. Sinta
o abraço apertado de cada funcionário desta escola. Se
hoje estamos aqui, devemos muito à senhora, muito obrigado por tudo! |