Sugestões de como os pais podem ajudar na vida escolar dos filhos:
• Lendo atentamente todas as comunicações
enviadas pela Escola e comentando-as com seus filhos;
• Participando de todos os eventos relacionados com seu filho, com
a classe de seu filho e com a Escola como um todo;
• Ajudando seu filho(a) a organizar o seu dia, para que venha à
Escola com um bom estado de espírito. Para tanto faça que
ele tenha uma boa noite de descanso, com horas suficientes de sono, acorde
com tempo suficiente para se vestir, tomar seu café da manhã
ou almoço com calma e tenha horários regulares e bem distribuídos
para fazer a tarefa de casa, brincar (incluindo tempo de T.V.) e outras
atividades;
• Utilizando a agenda de seu filho para ajudá-lo na organização
de suas responsabilidades escolares, bem como para receber ou mandar comunicados
para a Escola;
• Providenciando para que seu filho tenha sempre o uniforme completo
e adequado, tanto para o verão quanto para o inverno;
• Contribuindo para que ele tenha o hábito de arrumar sua mochila
antes de vir para a Escola, para que ele não esqueça suas
tarefas ou materiais necessários para as aulas;
• Mostrando um sincero interesse por aquilo que estiver aprendendo
na Escola, comentando, discutindo, acrescentando informações,
providenciando fontes de informação;
• Ajudando os professores e coordenadores de seu filho a conhecê-lo
melhor. Para isso, sempre que sentir necessidade, agende um encontro. Fale,
ouça, avalie. É importante que a criança sinta a cumplicidade
entre a família e a Escola, que juntos, queremos que ela se sinta
feliz;
• Participando junto com seu filho de momentos prazerosos de leitura
em casa;
• Contribuindo em algumas atividades da sala de aula de seu filho,
partilhando sua experiência profissional, seu hobbie, seus talentos.
Entre em contato com a professora para agendar o melhor dia;
• Apoiando sempre a criança em seu caminho pessoal dentro da
aprendizagem. Temos que colocar aos nossos filhos desafios, mas nunca maiores
que suas possibilidades, respeitando seu ritmo, evitando comparações
com outros filhos ou crianças, evitando realizar nelas expectativas
que temos ou tivemos para nós;
• Ajudando na lição de casa. Quando o assunto é
lição de casa, fala-se muito em lugar adequado, escrivaninha
organizada, horário combinado. Mas o fato é que para algumas
crianças e pais, este momento transforma-se em um grande conflito.
Algumas sugestões:
- Se a criança está insegura, com baixa-estima, poderá
apresentar dificuldades para realizar a tarefa, pois com medo de errar ou
de não corresponder às expectativas que ela julga ser da professora,
ou seja, não quer decepcionar a sua professora e “estragar”
a imagem que a professora tem dela. Neste caso, a criança, está
precisando ouvir da professora e dos pais juntos, num encontro especialmente
marcado para isto, o que se espera dela e que ela será igualmente
amada mesmo não acertando toda a lição;
- Evitar comentários críticos: sem perceber, fazemos comentários
críticos sobre o trabalho da criança. Ela, por sua vez, já
está sensível com suas dificuldades e se sente pressionada
e irritada. Evite dizer: “Essas contas estão erradas, você
ainda não sabe fazer contas de multiplicação?”
Procure dizer: “Essa conta deu 235. Me mostre como chegou a esse resultado”.
Se for apenas um erro de cálculo (tabuada), você pode ajuda-la
a perceber, mas se for uma dificuldade na compreensão da operação
e isto for uma constante, comunique-se com a professora;
- Não se preocupe tanto com o produto. Nesta faixa de escolarização
as crianças estão em processo de aquisição de
conhecimentos e habilidades básicas que para nós adultos são
óbvios, mas para elas não. Se a criança está
cometendo, por exemplo, alguns erros ortográficos, incentive-a, ajude-a
a ter à mão um dicionário e a saber consultá-lo;
- Espere seu filho pedir ajuda. Não há necessidade de intervir
na lição de casa quando nem seu filho, nem a professora pedem
a sua ajuda. O melhor é ajudar só quando a criança
pede ou a professora faz uma orientação de ajuda específica.
A lição de casa é território da criança.
Ela deve sentir-se responsável, dona da situação;
- Esteja disponível. Algumas vezes a criança é capaz
de fazer a lição sozinha, mas assim mesmo solicita ajuda ou
quer a presença dos pais. Você pode encorajá-la dizendo:
“Eu vou ajudá-lo na primeira proposta e as outras você
tenta fazer sozinho.”
Alguns pais ficam ansiosos quando a lição é muito difícil
ou ficou para mais tarde e não foi feita. E aí ditam para
a criança o que deve ser feito ou fazem para ela. Nesse caso, confie
na capacidade de seu filho para sofrer as conseqüências de seus
atos. Você pode dizer: “É melhor fazer o que consegue
e falar com sua professora”.
- Estimule a criança a falar sobre as suas dificuldades com a professora.
No caso da lição que não foi feita, ajude-o a assumir
as conseqüências dizendo: “ A lição foi ficando
para depois e não deu tempo. Converse com sua professora e veja o
que ela fala”;
- Caso seu filho tenha com freqüência, dificuldades como essas,
fala com a professora para que juntos Escola-Família possamos levantar
algumas causas e ações necessárias.
A qualidade desses poucos momentos, com certeza,
sobrepujará a quantidade de tempo que nos dias de hoje sabemos ser
tão difícil.
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