J.TOLEDO - O
ESPLENDOR DAS PERPLEXIDADES
Período: 16 de abril a 15 de maio
Curadoria e coordenação : Tina Gonçalez
“Senhor fazei de mim o que quiserdes, exceto,
é claro, privar-me de delirar”
Amigo, compadre, artista plástico, escritor, fotógrafo, jornalista e tantas outras coisas, J. Toledo, o eterno surrealista, delirava sublimemente. Sua obra, marcada pela erudição e pela irreverência, traz, na essência, o pensamento difundido por André Breton.
Aluno de Sergio Milliet e amigo do artista e arquiteto modernista Flávio de Carvalho, Jota iniciou sua trajetória artística aos 14 anos de idade. Participou de inúmeras exposições, incluindo uma mostra realizada em 1970 no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Aos poucos, a produção pictórica foi dando lugar para as obras fotográficas, marcando uma mudança de postura técnica, sem, no entanto, abandonar a temática surrealista. Atento às inovações tecnológicas, as infogravuras produzidas nesta década - batizadas como Tolegrafias - demonstram a vivacidade desse artista de fazeres multíplices, que também tinha a escrita como forma de expressão . Vivendo em Campinas desde a década de 60, cercou-se de amigos com quem dividia sua cultura e humor. Manteve contato com inúmeras personalidades como Hilda Hilst e Jorge Amado, além, é lógico, dos amigos de toda hora.
Proporcionar um contato com a obra desse artista através desta pequena retrospectiva é traçar um panorama da sua evolução técnica, além de promover o contato com as obras de outros artistas que o retrataram. Participam como coadjuvantes dessa mostra, o amigo Ailton Roncato e os artistas Flávio de Carvalho e Egas Francisco.
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